do amigo de Ivan evaldo kussler e ivam kussler atls ivan kussler
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
plantas exoticas - veja IVAN EVALDO KUSSLER - IVAM EVALDO KUSSLER
plantas exoticas - veja IVAN EVALDO KUSSLER - IVAM EVALDO KUSSLER - da Amazonia
O desmatamento e a agressão contra a flora e a fauna em nosso país começou logo após o seu descobrimento. Conta a história que as caravelas de Cabral na volta a Portugal já levavam em seus porões toras do pau-brasil. A Mata Atlântica era então rica em ibirapitanga, que era como o pau-brasil, encontrado em toda a costa do Brasil do sudeste ao nordeste e também no interior, era chamado pelos indígenas que viviam nessas terras. Com o passar do tempo o pau-brasil passou a ser muito bem valorizada no mercado europeu, sendo utilizado para vários fins, com isso a extração e exportação da madeira passou a ser mais intensa até levar a sua extinção no solo brasileiro, e assim tivemos o primeira planta em extinção no Brasil que sintetiza para nós as causas da extinção das plantas de diversas espécies no Brasil e no mundo, que são a ambição humana e a exploração descontrolada, pois a história se repete imensuráveis vezes, com as flora, com a fauna e com os recursos naturais.

Vias
Espécies ameaçadas de extinção
No ano de 1992 o Governo federal, através do Ministério do Meio Ambiente publicou uma lista oficial com as espécies de plantas em extinção no Brasil, a lista continha então 108 espécies catalogadas, que se dividiam em espécimes raros, espécimes em perigo ou espécimes vulneráveis. No ano passado a lista foi atualizada e seu tamanho aumentou quatro vezes, a revisão oficial catalogou desta vez 472 espécies da flora brasileira extintas ou em vias de extinção. Um fato que pode passar despercebido para os leigos ao comparar as duas listas, no entanto tem fundamental importância para os cientistas: todas as espécies contidas na primeira lista permanecem na listagem atual, que só foi ampliada, o que significa que nenhuma espécie se recuperou, que nada foi feito e que se foi feito alguma coisa não surtiu os efeitos esperados no espaço da natureza.
Brasil
O Brasil e a flora mundial
Não esqueça que o Brasil tem uma importância muito grande no contexto mundial quando se trata da natureza e dos recursos naturais. Só o país possui cerca de 15% de toda a flora mundial conhecida e catalogada, sendo que uma obra publicada recentemente, chamada “Plantas raras do Brasil” produzidas por cientistas nacionais e internacionais, catalogou mais de 2 mil espécies que existem somente no Brasil e que segundo estes especialistas estariam ameaçadas de extinção, seja pelo desmatamento, pelas queimadas ou por outras formas de destruição.
Plantas em Extinção
fonte: http://www.culturamix.com/meio-ambiente/natureza/plantas-em-extincao
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
trecho do Livro A PAIXAO SEGUNDO GH para IVAN EVALDO KUSSLER
trecho do Livro A PAIXAO SEGUNDO GH para IVAN EVALDO KUSSLER ou IVAM EVALDO KUSSLER, o livro é de autoria de Clarice Lispector
estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando
dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não
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sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não
confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não
a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria
a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a
organização anterior. A isso prefiro chamar desorganização pois não quero me
confirmar no que vivi - na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o
tinha, e sei que não tenho capacidade para outro.
...
Clarice Lispector
domingo, 9 de setembro de 2012
postagem para ivam evaldo kussler ivan evaldo kussler
ivam evaldo kussler
ivan evaldo kussler
ivan evaldo kussler
a origem da poesia
publicado originalmente no periódico Altofalante
Cultural
Falar da origem da poesia é o mesmo que falar da origem
do homem: visto que sem poesia não poderia haver o homem. Claro que essa
afirmação vai contra tudo o que estamos acostumados a ouvir e entender por
poesia e por origem, e só poderia ser minimamente aceita se questionarmos antes
duas posturas que estão no cerne da nossa maneira de pensar: 1) a compreensão
evolutiva do espaço, do tempo e da história, e 2) a noção, tão insistentemente
fundamentada pela funcionalidade do sistema de produção e consumo, de que a arte
é uma forma de entretenimento, um meio de expressão, uma válvula de escape,
enfim, uma fantasia sem importância feita para embelezar o
mundo.
Essa visão, da instrumentalidade da poesia, da linguagem
e da história nos faz entrever o mundo como uma série de processos separados,
onde arte nada tem a ver com a realidade, distante da história, da física, da
biologia, da economia e da política. Na verdade, todas as coisas do homem surgem
a partir de um mesmo princípio, que é o agir do homem enquanto agir-se. Na
Grécia antiga, havia um termo para isso: Poiesis. Princípio pelo qual se dava a
criação. Acontece que a instrumentalidade da linguagem acarreta uma
instrumentalidade do homem, e este perde o que existe de essencial no fazer, que
é o criar, tornando-se, assim, mero repetidor em função do
sistema.
E dentre todas as coisas que o homem age, a poesia é a
mais importante. Pois a poesia não é uma coisa entre outras coisas. A poesia não
é um mero jogo que utiliza a linguagem como matéria prima a ser trabalhada;
muito pelo contrário, é a poesia que tornou e torna a linguagem possível,
sempre. A poesia é a linguagem primogênita de um povo, disse Heidegger. A poesia
é o primeiro e o mais fundamental testemunho do homem, atestação de sua presença
e de seu pertencimento à Terra. É assim que ele se manifesta enquanto linguagem
e, então, enquanto homem.
Basta lembrar que os primeiros físicos do ocidente eram
sobretudos poetas. Na verdade nem havia diferença entre ser poeta, físico,
filósofo, matemático, pois em todas essas coisas havia a dimensão do sagrado.
Estes eram homens espantados diante da complexidade da physis que se erguia com
seus grandes milagres e tempestades. O mesmo espanto que, milhares de anos
depois, acompanha o cientista de hoje diante da imprevisibilidade das partículas
e da grandiosidade do cosmos. “O sol é do tamanho de um pé humano” disse
Heráclito, numa afirmação que, antes de ser científica é poética e antes de ser
poética é sagrada. Não é uma afirmação ingênua, como poderiam pensar alguns.
Heráclito sabia da distância do sol, mas sabia também que o sol era sim, como
ainda hoje é, a medida do homem. Esse sol adquiria uma dimensão poeticamente
moldável como o horizonte de Manuel de Barros, onde se enfiam pregos, ou a
florflamejante de Sousândrade. É a dimensão onde as coisas são e deixam de
ser.
A nós, homens modernos, depois do cogito cartesiano,
depois da metafísica kantiana, depois que o homem expulsou os deuses de seu
convívio e se tornou seu próprio deus através da ciência em detrimento da
poesia, isso tudo parece distante e absurdo. Não entendemos que o conhecimento
científico é uma interpretação do mundo tão “fantástica” e falha quanto qualquer
outra. A ciência explica que a lua é um satélite. Mas esta não é a lua, é uma
das facetas da lua. A lua é isso e muito mais. A lua é a lua de Lin Sao, que
pende madura na ponta de um galho, é a lua de São Jorge, é Selene, é a lua dos
mitos, todas diferentes e a mesma. Os próprios cientistas hoje se dão conta do
absurdo que é a realidade. Ilya Prigogine, prêmio Nobel de física, afirmou ser a
realidade somente uma das realizações do possível.
O absurdo da poesia não é nada mais que o absurdo do
real. A poesia e a arte não surgiram num momento específico, mas surgem a cada
instante e com ela o homem, pois nisso consiste a cultura, a constante
atualização do homem como homem. Pois o homem só pode ser sendo, homem, num
constante processo de realização poética. Nos percebemos humanos e mortais a
cada ato, e é disso que vem a poesia. Por isso, ao contrário da visão linear do
senso comum, a arte não é um jogo subjetivo de gênios excêntricos. Sua essência
sagrada está na física moderna e clássica, está nas habitações, na matemática,
em todos nós. A poesia é a linguagem primordial de todo espanto e está na
essência de tudo que produzimos, enquanto ato criador não alienado. A poesia é o
que permite o real, ainda que hoje o real a oculte, entulhado na rotina dos
sistemas.
MÁRCIO-ANDRÉ é poeta, contista e músico, autor dos livros Movimento
Perpétuo e Chialteras e membro do grupo Arranjos para Assobio, de texturas
poéticas realidades experimentais (http://arranjos.confrariadovento.com).
Trabalha na tradução de poesia de Arnold Flemming, Serge Pey, Ghérasim Luca e
Bernard Heidsieck e edita as revistas literárias Confraria e Improvável (www.improvavel.com). Suas páginas são www.marcioandre.com e http://marcioandre.confrariadovento.com
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